Tratamento que muda quando a porta fecha não é tratamento. É atuação.
O que essa frase quer dizer
Existe um tipo de relação em que a pessoa é impecável em público — atenciosa, generosa, elogiosa — e vira outra coisa quando a porta fecha. Quem convive de fora jura que aquilo é ótimo. Quem está dentro sabe que não.
Essa distância é o que torna a situação tão difícil de nomear. Você não tem testemunha, e a versão pública é boa demais para ser contestada. Muita gente acaba duvidando da própria percepção.
Mas o comportamento na ausência de plateia é justamente o mais informativo. Em público existe incentivo: reputação, aparência, custo social. Em privado esse incentivo desaparece — e o que sobra é o que a pessoa realmente pensa sobre você.
Nem toda variação é grave; todo mundo é um pouco diferente em contextos diferentes. O sinal a observar é a direção: se a versão privada é sempre a pior, o respeito público não era respeito.
Era manutenção de imagem, e você não fazia parte do público.