Não é egoísmo. É ordem de operação.
O que essa frase quer dizer
“Primeiro eu” soa mal em português. Parece manifesto de gente que não se importa com ninguém. Mas a frase não fala de prioridade — fala de sequência.
A diferença é grande. Prioridade é sobre quem importa mais. Sequência é sobre o que precisa acontecer antes para que o resto funcione. Ninguém acha egoísta encher o tanque antes de dirigir; é só a ordem que a coisa exige.
Você não pode transferir o que não tem. Paciência, atenção, presença, escuta: tudo isso precisa existir em você antes de chegar em alguém. Quem tenta doar do vazio entrega uma versão pior — irritada, distraída, ausente mesmo estando ali.
Repare que a frase não termina em “primeiro eu”. Termina em “para então ter o que dar”. O destino continua sendo o outro; muda só o caminho.
É a instrução da máscara de oxigênio, dita em cinco palavras: quem respira primeiro é quem consegue socorrer.