Dizer onde você acaba não é agressão. É informação.
O que essa frase quer dizer
“Você é muito difícil.” “Nossa, que radical.” “Não precisava ser tão seco.” Quem começa a pôr limites depois de anos sem pôr costuma ouvir alguma variação disso — e a acusação pega, porque ninguém quer ser a pessoa desagradável da história.
Vale separar duas coisas que se confundem. Grosseria é sobre como você fala: o tom que humilha, a ironia, o desprezo. Limite é sobre onde você acaba. Dá para comunicar um limite com toda a delicadeza do mundo e ainda assim ser chamado de difícil — porque o incômodo não estava na forma, estava no conteúdo.
Todo mundo tem um fim. A única escolha é se você avisa antes ou se descobre quando já passou.
Quem não avisa não é mais gentil; é só menos previsível. Explode depois, adoece, ou se afasta sem explicar.
Dizer onde você termina é informação útil para quem convive com você. Quem se importa agradece — mesmo que leve um tempo.