Talvez o problema nunca tenha sido você ser demais.
O que essa frase quer dizer
“Eu sou difícil de amar” é uma conclusão que muita gente carrega como se fosse diagnóstico. Mas repare de onde ela vem: de uma amostra pequena e nada aleatória de pessoas.
Se as suas experiências foram com quem não sabia demonstrar afeto, com quem sumia na hora difícil ou com quem exigia que você encolhesse, o padrão que se formou não descreve você. Descreve quem você encontrou.
Uma amostra ruim não vira estatística sobre a sua natureza. É como concluir que você não gosta de música depois de ouvir três discos escolhidos por outra pessoa.
Vale a honestidade: todo mundo tem arestas, e reconhecer as suas é parte do trabalho. A diferença está entre “eu tenho coisas a melhorar”, que é verdade para qualquer um, e “existe algo em mim que impede que me amem”, que é sentença sem evidência.
Difícil de amar é diferente de mal amado. A segunda descreve o que aconteceu; só a primeira te condena.